1 de abril de 2015

Os resquícios de conexões não estabelecidas

Quem sabe eu esteja caindo no mesmo buraco do qual lutei para sair inúmeras vezes. Eu sei que persistir no erro é burrice, mas quanto mais o tempo passa, mais eu percebo que talvez essa ideia não seja tão errada assim. Ou que realmente não exista algo errado e que tudo isso não passa de uma questão de atribuição de valores. De qualquer modo, ainda dá tempo de sair dessa. Supondo que estou falando de um oceano, eu ainda estou na beira da praia, e a água gelada, chegando de mansinho, acaricia os meus pés.

via tumblr

Contemplando as ondas no horizonte, pergunto-me se teria coragem de deixá-las me levar para algum lugar desconhecido. Anseio pelo dia em que poderia dar uma resposta positiva a esta pergunta. Enquanto isso, absorvo, na beira da praia, parte da energia que é passada pelas águas. A princípio, não dou muita importância, mas o tempo passa e sempre derruba os panos que cobrem aquilo que poderia ser a realidade, e o que foi trazido a mim acaba por se manifestar das mais diversas formas; um simples sorriso, a lembrança do timbre de voz, uma das maneiras de olhar.

Eis que se torna doloroso compreender porquê eu não posso simplesmente mergulhar, adentrar as infinitas possibilidades à minha frente e entrar em harmonia com as marés: eu não sei nadar.

2 comentários

  1. Às vezes é necessário encarar o mar de frente. Subir em nossos frágeis barquinhos e encarar essas águas profundas e misteriosas. E depois sair de lá ainda mais fortes. Mais uma batalha vencida.
    Adorei o texto!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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  2. Eu não pago internet para você mexer com os meus sentimentos :'(
    hahaha brincadeiras a parte - com fundo de verdade - me identifiquei, tenho passado por momentos bem assim. Essa ultima estrofe então... Resumiu bem os ultimos meses.

    Ah, e só queria dizer que gosto bastante dos teus textos, sempre tô bizoiando eles, só que nunca sei o que comentar e prefiro só dizer algo quando realmente tenho algo a dizer.
    Abraços!

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