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28 de maio de 2015

Carta aberta ao 11th

Esta postagem é a blogagem coletiva do mês de maio do Círculo Secreto das Bruxas Blogueiras, cujo tema era "carta aberta ao seu personagem preferido".


11th é como é chamado o décimo primeiro Doutor na série britânica Doctor Who. Para quem não sabe, o Doutor é um alien do planeta Gallifrey, ele é um senhor do tempo e possui a capacidade de se regenerar, existindo, atualmente, 13 versões dele. Cada regeneração tem características próprias, como vestimentas, frases de efeito e até mesmo personalidades um tanto quanto diferentes, mas sempre mantendo a essência do Doutor.
Caro 11th,
Eu ainda não consigo acreditar que faz dois anos que você se foi. Onde eu estava todo esse tempo?! É triste quando percebemos que o tempo passou e as coisas mudaram, não é mesmo? E, por mais que eu odeie admitir isso, eu não posso deixar de me identificar com a Amelia Pond, porque eu também esperaria por você. Uma vida inteira.
E as vezes, ao ler alguma coisa, leio na tua voz, com a tua intonação, e fico me perguntando se essa não seria a próxima baboseira que você diria... Ah, todas as frases que você não pode dizer! No fim eu também me identifico muito com a Clara, por não conseguir te ver na pessoa que você é agora.
Eu juro que tento encontrar as palavras, mas nunca serei capaz de usá-las para expressar o que sinto por você. É só que o teu jeitinho sonhador e atrapalhado me lembra muito a mim mesma, e até mesmo o jeito como você evitava se estressar com as coisas, a raiva que você tinha quando você acabava cedendo às coisas que te irritavam, e o entusiasmo na tua voz ao dizer gerônimo toda vez que ia mergulhar de cabeça em alguma situação perigosa... Aaah, por que você teve que ir?!
O que mais dói é saber que você não está morto, mas se foi pra sempre.
E eu tenho que me contentar com esse homem amargo que você se tornou.

No fim, realmente somos apenas histórias.
É complicado escrever uma carta para uma personagem que muda tanto, de forma que não pude escrever uma carta para o Doutor em si, mas escolhi a regeneração que mais gosto dele. Eu sei que é estranho porque todos ama o 10th, mas eu me identifico MUITO mais com o 11th, por isso a escolha. E essa carta faz parecer que eu sou completamente apaixonada por ele (sou mesmo), HAHA. Não acho o ator, Matt Smith, tão bonito assim. Mas o Doutor... Ah, o Doutor... ♥


P.S.: Se você entrou no meu perfil do Blogger recentemente, deve ter visto que eu estou com um blog novo agora. Eis que senti saudades de blogar em inglês, então resolvi criar o Mry the Nighghts. Lá falarei só sobre mim mesma, nada de interessante, no maior estilo diário virtual, mesmo. :)

27 de abril de 2015

Blogagem coletiva: 13 medos de infância

Como sugerido pela Larissa, a blogagem coletiva deste mês do Círculo Secreto é sobre medos de infância. Confesso que pensei em nem fazer porque não lembrava dos meus medos, mas lendo os posts das outras bruxas acabei lembrando de uma ou outra coisa. Estou escrevendo este post antes de me preparar para ir dormir, então adivinhem quem vai ter uma noite bem chata. Isso mesmo, a Mry. :) e eu não vou pesquisar imagens pra ilustrar o post nem a pau


13. Chupacabra

Certo, eu provavelmente teria mais medo dessa lenda se eu fosse uma cabra, mas acontece que eu me borrava ao pensar nessa criatura de qualquer maneira. Tudo culpa dos amigos de infância que ficavam me assustando com mil e uma versões da história.

12. Extraterrestres

Um dos meus maiores medo de infância definitivamente foi a ideia de extraterrestres. Claro que eu ainda tenho certo medo de que apareça alguma raça alienígena que queira dominar a Terra e nos vender como escravos, mas extraterrestres, em geral, já não me assustam mais.

11. Enciclopédia "As Ciências Proibidas"

Quando eu era criança, meus pais tinham esses livros. E sabe-se lá porquê, eles me deixavam bisbilhotar. Imagine ser uma criança de 6~7 anos vendo imagens de demônios, pessoas possuídas e vai saber mais o quê. É traumatizante, no mínimo.

10. Música tema de Goosebumps

Por algum motivo eu só tinha medo da música, mas o programa em si nunca me assustou.

9. Clube Nikkei durante a noite

Quando eu era criança, existia um clube japonês chamado Nikkei (ou ainda existe, não sei) que meus pais costumavam frequentar às sextas porque eles serviam um jantar bem legal. Costumava ir lá com os mesmos amigos de infância que falavam do chupacabra. Ou seja, lá eles enchiam minha cabeça de outras histórias tão assustadoras quanto, e peguei um trauma do lugar. Pra completar, lembro que uma vez um desses amigos caiu em um lugar que tinha vários galhos secos, e os galhos arranharam o pescoço dele, tinham alguns cortes profundos e ele teve que ser levado pro hospital. O estranho dessa história é que, enquanto eu tenho certeza dessas memórias, todos negam que isso um dia aconteceu.

8. Maria Sangrenta

Na época do ensino fundamental, a Maria Sangrenta da qual eu tinha ouvido falar foi esquartejada e jogada numa privada de um banheiro feminino em uma escola, de modo que só poderia ser invocada em locais assim. Não é a Maria Sangrenta do espelho, como na versão americana, mas eu tive que me acostumar a não precisar usar o banheiro da escola por causa dessa lenda.

7. Moscas de banana

Eu sei, parece loucura, mas eu acreditava que elas estavam intimamente ligada com extraterrestres. Onde tinha mosca de banana, tinha extraterrestre. Ou seja, qualquer lugar que tivesse banana. Vai entender essa associação.

6. Linha Direta

Sinceramente não precisa de explicação...

5. Faróis

Uma vez vi um desses programas de caça-fantasmas que se passava em um farol. Claro que eu fiquei traumatizada por um bom tempo. Hoje amo faróis, são lindos. <3

4. Estupradores

Como eu era criança, eu não fazia ideia do que os tais estrupadores faziam, mas eu sabia que deveria temê-los. Claro que hoje em dia eu ainda os temo, mas naquela época eu achava que eram seres do inferno que pegavam criancinhas. Hoje sei que são pessoas extremamente doentes que atacam não só crianças, como mulheres (e homens) de todas as idades.

3. Sites/montagens de terror

Os amigos de infância (aqueles mesmo...) viviam visitando esses sites, e por mais cagona que eu fosse, ficava do lado pra ficar bem na fita. Bem otária, mesmo. Não dormia à noite.

2. Curvas em autoestradas

Tudo culpa daquelas lendas de noivas que perderam suas vidas em autoestradas.

1. Estouros/tiros/fogos de artifício

Na verdade, não se trata de um medo, mas de um pavor que eu tenho até hoje. Qualquer coisa que estoure, faça um "bang" bem alto, me faz entrar em desespero. Agora vocês devem ter uma noção de como eu odeio ir pra praia no ano novo...

20 de abril de 2015

B-S/A: Freaky Movies - SLC Punk!

Fazia um bom tempo que eu não participava de um projeto do Blogueiras S/A, acredito que seja porque maior parte dos projetos do grupo são focados em moda alternativa e eu não tenho o menor interesse de falar sobre isso neste blog. De qualquer modo, a Vívien (eita nome lindo!) sugeriu um projeto relacionado a filmes, segue a descrição:
A sétima arte é apreciada por muitos, mas nem todos entendem algumas peculiaridades retratadas no cinema. A Vívien Patrícia Garbin trouxe a ideia de falarmos sobre filmes com gente "contra a maré". A proposta é simples, cada participante irá propor um filme que tenha a temática ou personagens que não são bem vistos pela grande maioria, são considerados "esquisitos". Os filmes podem ser de qualquer década. Cada uma irá escolher um proposto por outra blogueira e fazer uma bela consideração/resenha sobre o filme.
O filme que eu peguei para assistir foi SLC Punk! (1998), indicado pela Ludmila do blog Vida de Tinta.




O longa é narrado pela personagem principal, Stevo, que tenta mostrar, através de diferentes histórias envolvendo diversas personagens, como era ser um punk em Salt Lake City, Utah, em 1985. Recém formado da faculdade, Stevo vive com seu amigo de longa data, Bob, ambos desempregados e compartilhando o mesmo sonho: quebrar o sistema.

Não se deixe enganar: o filme não foca na tentativa dos dois amigos de causar a desordem, mas sim nas histórias e experiências dos indivíduos envolvidos na cena, e no conflito interno que Stevo passa enquanto o amadurecimento bate à porta e coisas nas quais ele acredita mostram-se um tanto quanto irreais.



Stevo também tem que lidar com seus pais que, apesar de conservadores, tentam apoiar o filho em sua maneira de ser, ao mesmo tempo que pensam no que poderia ser melhor para ele, chegando ao ponto de inscrevê-lo numa faculdade sem o seu consentimento. Outra coisa que chama a atenção é o seu ódio por rednecks, posers e britânicos (sendo que, de certa forma, estes últimos andam lado-a-lado).

Por fim, devo admitir que o filme superou minhas expectativas - que acho que eram bem ruins por causa de um certo preconceito que eu tenho contra os punks de hoje em dia daqui da minha cidade - e eu recomendaria fortemente até para pessoas que não gostam do movimento punk.

Confira os posts das outras participantes:

Corp. Gótica Ltda. - Garota, Interrompida
Femme Toilet - Aqui é o meu Lugar
Creepy Beauty - Metalhead

18 de janeiro de 2015

Smells Like Teen Spirit

Enquanto minha adolescência ainda não terminou, tenho contato com pessoas mais velhas e imagino o quanto deve ser divertido para elas lembrar da época de adolescente. O primeiro projeto do grupo Blogueiras S/A esse ano é justamente focado nesses anos em que nós achamos que ninguém nos entende, que nossos pais são chatos e tudo que queremos é curtir a vida com os amigos e possíveis parceiros românticos. O projeto consiste em mostrar fotos dessa época divertida da nossa vida e mostrar um pouco mais sobre quem nós éramos, incluindo uma trilha sonora (opcional).

Adolescência é aquela fase de descobertas, paixonites, decepções e de criar sua própria identidade, que esta muitas vezes fica cravada na gente a vida toda! Mas também rende muitas, mas muitas fotos que trazem risadas, constrangimentos saudáveis e muitas lembranças! Pensando nisso criamos esse projeto que trás a tona essa fase tão confusa e ao mesmo tempo engraçada de nossas vidas! Ideia da Sana, descrição por Marcela.

Eu logo me animei para participar do projeto porque estou nos meus últimos meses de adolescência (caso não tenha entendido, 19 ainda é um dos anos "teen", como em nineteen), mas aí eu lembrei que todas as minhas fotos da adolescência estão no meu notebook velho que já nem liga mais #chateada. De qualquer forma, perguntei para as meninas se poderia participar mesmo assim, utilizando as poucas fotos que tenho no facebook, sendo que a mais antiga é de quando eu tinha 14 anos. Elas disseram que tudo bem, então preparei esse post com muito carinho. ♥ Espero que gostem~

14 de janeiro de 2015

Se eu fosse uma celebridade~

Um post sobre a Amy Lee
e tudo que nós duas temos em comum.



Eu sei o que você está pensando. Evanescence é banda de poser, baby bats etc., mas para um segundinho e me acompanha nessa histórinha: Era uma vez a Amy Lee e eu sempre me identifiquei muito com ela, fim. Começou lá quando eu tinha uns 12 anos, eu devo ter ouvido Evanescence pela primeira vez e me encantei pela voz dela - até hoje as músicas dessa banda são as minhas favoritas pra cantar, embora eu não consiga chegar nem perto do jeito que ela canta.

Eis que fui descobrindo um pouco mais sobre ela, se não me engano ela também teve uma depressão bem chata na adolescência (e adivinhem qual foi minha trilha sonora durante os meus anos de depressão?), além de que ela também perdeu uma irmã, por isso sempre me identifiquei muito com Hello e Like You. As músicas dela que falam sobre baixa auto-estima também cabiam como uma luva naquela época, além daquelas sobre relacionamentos conturbados que chegaram a falar muito por mim em algumas partes da minha vida.


Já fui medicada com lítio e te compreendo muito bem, querida Amy.

Veja bem, eu não sei nada sobre a personalidade da Amy Lee - nunca fui de assistir entrevistas etc., então nunca soube -, mas acredito que se eu fosse uma celebridade, seria ela. Porque nós temos muito em comum quando se trata de história pessoal, e acredito que se eu fosse fazer música, Evanescence seria uma das minhas maiores inspirações, de verdade.

Outra coisa muito legal sobre ela é que ela não deu a mínima para o que as pessoas vão pensar e resolveu mudar completamente a bagaça toda, se liga nessa notícia (bem velha) aqui. Eu gosto quando bandas dão uma mudada drástica assim, embora ainda não tenha ouvido esse álbum.

Um beijo pra quem respira e outro especial pra quem toma lítio, vai melhorar. ♥
Esse post faz parte dos temas do mês do Rotaroots, um grupo de blogueiros old school e você já deve estar cansandx de ver essa descrição em tudo quanto é blog, por isso parou aqui.
* Quem viu meu post passado percebeu que eu já falhei uma das minhas metas, porém I REGRET NOTHING.