
via angievercetti
Ultimamente tenho me sentido como uma menina de dezesseis anos de novo. Insegura, incerta, um tanto quanto solitária, ansiosa, inconstante, e as mudanças abruptas de humor tem sido um desgaste emocional desnecessário, mas eu acho que não tem muito que eu possa fazer com isso. A maior diferença é que acho que tenho sido mais paciente - embora eu ainda me apresse demais com tudo - e ando pensando duas ou três vezes antes de tomar uma decisão, ao invés de agir de imediato. E eu não sei até que ponto isso é bom, já que mil e uma oportunidades boas passaram por mim este último mês e decidi ser paciente ao invés de agarrá-las.
Acontece que eu tô me redescobrindo, mas quem sabe a palavra certa seja apenas descobrindo, meio que pela primeira vez na vida. É uma coisa estranha pra mim ter eu mesma como meu único foco. Como se eu não fosse suficiente pra mim mesma. Mas isso está tão longe da verdade que já não consigo dizer se minha auto-estima está baixa ou alta demais. Já falei que sou altamente ambivalente? Parece mais que essas duas possibilidades estão em uma batalha constante dentro de mim, vendo quem consegue mais espaço, até que a outra venha e conquiste mais ou pouco da minha atenção, e por fim eu não consigo me decidir.
Eu achava que precisava de alguém pra conversar, mas nessa última semana eu percebi que isso não é uma questão de diálogo, mas sim uma espécie de monólogo introspectivo. E é exatamente esse o problema: eu não sei se aguento parar um tempo pra conversar comigo mesma. Só parece que está na hora de tentar crescer, e deixar de ser aquela menininha insegura de 16 anos que não conseguia encontrar a si mesma em um mar de amores superficias, amizades longe de verdadeiras e pseudo-crenças.
Que o universo me ajude.

que universo a ajude, repito tua frase.
ResponderExcluiràs vezes tenho essa mesma sensação, mas para chegar na maturidade é difícil. a gente aprende, cai, levanta, tenta, fica sozinho, sente o mundo desabar.. mas em algum momento as coisas acalmam, não que os problemas vão embora como mágica, mas em algum momento tudo ficará mais tranquilo - e confesso que é meu mantra diário.
que o universo a ajude.
dentrodabolh.blogspot.com
Sei como você se senta... Essa sensação de ter 16 anos de novo me visita um pouco pelo menos uma vez no mês (tpm, sempre pareço ter 16 anos de novo) ou ela vem uma vez no ano quando me vejo tendo que tomar decisões críticas... Essa insegurança consome a gente né? Eu sou muito insegura, mesmo passando o contrário... E pior, não sei ser de outro jeito... complicado né?
ResponderExcluirEspero que o universo atenda o seu pedido rs
Beijos! =**
Acho que por mais aniversários que a gente faça, nunca abandonaremos de vez nossa pessoa de dezesseis anos. Já fazem dez anos dos meus dezesseis (socorro, tô ficando velha), mas mesmo assim sou visitada vez ou outra por aquela "eu" de antigamente. É normal, penso eu, se sentir insegura, racionalizar demais as coisas e ficar cheia de dúvidas. Todo mundo passa por isso vez ou outra. Eu passo por isso toda semana, haha!, mas acabo dando um jeito de engolir o medo e a ansiedade e seguir em frente. Aos poucos vamos nos acostumando com o som da nossa própria voz e conversar com nós mesmas não fica assim tão difícil. O universo vai te ajudar sim - e eu também, se quiser, rs. Um beijo!
ResponderExcluirSabe, Maria... ultimamente eu tenho me sentido dessa forma, principalmente no fato de não saber se minha auto-estima está muito alta ou muito baixa. Vivo em intenso conflito comigo mesma. Acho que é um pouco por parte da minha família. Ando me distanciando muito deles desde 2013 e o motivo ainda não sei. Me distanciei muito dos meus ""amigos"", porque acho assim como você que essas amizades estão longe de serem verdadeiras. Acho que essa sensação de insegurança que a gente passa é um conflito existencial, às vezes a gente tem que se separar dos demais para passar por algumas reflexões, rever alguns conceitos e estabelecer novas metas.
ResponderExcluirBelo post!!
Beijoss
madessy.com
Isso é mais algo do ser humano do que uma característica específica de uma menina aos 16 anos sabe?
ResponderExcluirE não precisa ter medo, ou achar que o problema todo é não conseguir conversar com si mesma, essas coisas levam tempo, mas depois que tudo se ajeita você vai entendendo o porque de cada parte
Novembro Inconstante
É só um comentário aleatório, mas falando em maturação cerebral, uma pessoa no geral sai da adolescência entre os 25 e 30 anos - então você pode se sentir com dezesseis até lá bem tranquilamente.
ResponderExcluirAcho que não tem idade pra se encontrar, nem tempo, e embora não tenha certeza se estamos compartilhando esse sentimento, fico feliz que esteja passando por essa processo. Não é fácil nem indolor, por assim dizer, mas é essencial e eu espero que você consiga aproveitar essa experiência - no sentido de ser, de alguma forma, satisfatório. Acho que todo mundo tem amores superficiais, amizades longe de verdadeiras e pseudo-crenças ao longo da vida, e que ninguém é capaz de parar e tomar um chá consigo mesmo (pois o mundo não deixa. Apenas siga sorrindo e seja sempre feliz, essa é a regra).
Eu honestamente não sei bem o que dizer. Então meu comentário tá meio sem sentido nenhum, porque sinto de alguma forma que esse processo é muito seu e, embora você tenha compartilhado, não acho que deva opinar ou sei lá. Espero não ter ofendido >: e que a força esteja com você!
Nunca me senti tão representada por um texto quanto esse. Não me sinto preparada pra ter uma conversa comigo mesma, mas vez ou outra essa necessidade é mais forte do que tudo.
ResponderExcluirAcho que a única diferença é que eu penso demais em tudo, sempre pensei, e isso me faz perder muitas boas oportunidades. Ser impulsiva de vez em quando faz bem...
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